Tocava Libertango em alto e bom som. Tava tudo pronto pra ser sempre assim.
Mas aí vem La Cumparsita...
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
E se nada acontecer?
"Se os rostos deformados e os sentidos mendigos, os olhos famintos e as mãos que interrogam, a carne que sangra e afoga os desejos;
se tudo isso se transformar em cinza e ausência e a dúvida acenar ainda?
E se o silêncio pesar sobre o grito de angústia, se a esfinge recolher seu sorriso transfigurado, se todos os sonhos forem abortados... e se nada acontecer?
E se tudo isso não tiver a menor importância?"
se tudo isso se transformar em cinza e ausência e a dúvida acenar ainda?
E se o silêncio pesar sobre o grito de angústia, se a esfinge recolher seu sorriso transfigurado, se todos os sonhos forem abortados... e se nada acontecer?
E se tudo isso não tiver a menor importância?"
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Nota sobre o inesperado n.5
Você sai à procura de novas emoções porque sua vida anda bem chata.
Aceita o primeiro convite que aparece, mas torce pra que na próxima esquina...
E na próxima esquina estou eu.
Rá!
Aceita o primeiro convite que aparece, mas torce pra que na próxima esquina...
E na próxima esquina estou eu.
Rá!
domingo, 30 de outubro de 2011
Você é domingo
Retomo o velho texto pra te mostrar que ainda sei de coeur.
Você vem com essa mania de achar que conhece as letras e repete, palavra por palavra, um discurso que nem é seu. Previsivelmente, coloca os pontos onde sempre estiveram e eu, reticente, interrogo e interrogo mais. Abuso do querer saber. Na página sete já estava a história toda. Escrevo pra passar o tempo, mas poderia dizer assim:
Hoje acordei cedo e nem precisava. Levantei depressa porque quis ver o dia. Fazia sol mas o vento estava frio. E o dia já acabou.
Você vem com essa mania de achar que conhece as letras e repete, palavra por palavra, um discurso que nem é seu. Previsivelmente, coloca os pontos onde sempre estiveram e eu, reticente, interrogo e interrogo mais. Abuso do querer saber. Na página sete já estava a história toda. Escrevo pra passar o tempo, mas poderia dizer assim:
Hoje acordei cedo e nem precisava. Levantei depressa porque quis ver o dia. Fazia sol mas o vento estava frio. E o dia já acabou.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Como tatuagem
Mandei tatuar bem forte e em negrito, que é por não confiar na memória e por saber que a felicidade (mas quase disse falicidade) faz a gente pensar diferente.
Escrevi em mais de uma língua, sem erro de sintaxe nem nada, que é pra não ter dúvida.
Botei acentos os mais variados, que é pra dar altura adequada às sílabas que merecem respeito e pra você saber que ali eu gritei mais forte pra você ouvir.
Tatuei também em desenho, que é pra quem não sabe ler não poder dizer o contrário.
Escrevi em letra de fôrma e em letra de mão e em letra de digitado e em arial, times new roman, itálico e sublinhado, que é pra todos os gostos.
Mas tapei com a blusa. Ninguém leu.
Escrevi em mais de uma língua, sem erro de sintaxe nem nada, que é pra não ter dúvida.
Botei acentos os mais variados, que é pra dar altura adequada às sílabas que merecem respeito e pra você saber que ali eu gritei mais forte pra você ouvir.
Tatuei também em desenho, que é pra quem não sabe ler não poder dizer o contrário.
Escrevi em letra de fôrma e em letra de mão e em letra de digitado e em arial, times new roman, itálico e sublinhado, que é pra todos os gostos.
Mas tapei com a blusa. Ninguém leu.
sábado, 22 de outubro de 2011
Nota sobre o inesperado n.4
Eu achei que seria muito difícil voltar a sentir aquelas coisas.
Depois, achei que eu fazia ser muito difícil voltar a sentir aquelas coisas.
Então descobri que não: é mesmo difícil.
Taí o inesperado.
Depois, achei que eu fazia ser muito difícil voltar a sentir aquelas coisas.
Então descobri que não: é mesmo difícil.
Taí o inesperado.
Assinar:
Postagens (Atom)